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Noturno


Noturno (Helbert Fernando) 

As fobias acumulam-se na sala de estar
esperando a minha visita.
Fobicamente eu me tranco na cozinha
e suporto o medo de baratas.
A indústria farmacêutica não me
presenteia mais com os seus milagres,
então eu corro do agora para o nunca,
já que a terra não é mais divertida.
A eletrônica é uma invenção inútil
com as suas correntes tão frágeis.
O sistema nervoso é somente um grupo de risco
sem grupo de apoio.
Não há nada possível
ou impossível
nessa noite ou em qualquer outra,
pois o eclipse invadiu os ciclos
e grita a morte em cada madrugada.
Socialmente fóbico,
eu estranho a loucura coletiva.

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